segunda-feira, 26 de julho de 2010

Luta antimanicomial =D


Quando se fala em pacientes mentais e comportamento desajustado,vem em mente,pessoas em estado de surto,confusas,com alucinações e perda da capacidade psicológica e motora,tornando praticamente impossível uma vida social "normal".
Nos séculos passados não havia uma política de controle de saúde mental.A loucura era uma questão privada,e que estava sob responsabilidade da família do portador,que era alvo de zombaria nas ruas,e que interferia diretamente na estrutura familiar causando um grande sofrimento para seus familiares.
Com o passar dos anos,começou então,uma luta para implantação de um serviço de saúde mental no Brasil,dando origem a instituições como hospícios e casas de saúde (um sistema fechado para tratamento de pessoas com problemas mentais).Com o tempo,essas instituições foram causando controvérsias dentro da medicina,contestando a sua eficácia e qualidade,dando início a luta antimanicomial que decide pôr fim ao sistema hospitalar fechado de tratamento mental, e dar início abertura para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS),que possue a função de tratar os pacientes mentais em estado mais grave,diferenciando mesmo assim do antigo sistema pois tem como objetivo maior a reinserção social do indivíduo,tratando não apenas do estado de surto como também com terapias na tentativa de evitar possíveis surtos no futuro,a fim de fortalecer os laços familiares e comunitários,proporcionando ao paciente mental uma vida social o mais "normal" possível.
O tratamento nos hospícios, é muitas vezes agressivo e é praticamente a base de drogas,tendo como fim,tratar da doença e de uma forma mais grosseira podemos dizer que sua função seria tratar e "aguentar" o paciente mental,quando a família não mais aguenta,sem se preocupar em reinserir o sujeito na sociedade para que possa levar uma vida normal.Diferentemente disso,os CAPS são uma instituição aberta,humanizada e comunitária,que possui três tipos de atendimento,o intensivo para pacientes em estado grave que necessitam de acompanhamento diário,o sei intensivo para pacientes que estão em estado menos que o intensivo e o não intensivo para pacientes portadores que não estão em surto mas que é necessário um acompanhamento para evitar possíveis surtos e "manter a sua sanidade".Lá é traçado um processo terapeutico que inclui oficinas e atividades esportivas com participação da família que é muito importante no processo de "cura" do individuo.
Enfim,em comparações ao antigo sistema x]
Já são 20 anos de luta antimanicomial,e os hospitais ainda não se acabaram por completo =/
mas estamos no caminho,cada vez mais construindo mais CAPS e interditando os hospitais.
Uma luta que vale a penaa,que todos deveriam apoiar e se importar,pois os pacientes mentais são pessoas como eu e você e nunca se sabe quando uma pessoa pode ter alguma doença mental,pois todos estamos sujeitos a doenças psicológicas,pois se importar com as pessoas e o mundo a nossa volta é nossa obrigaçãoo como ser humanoo.

"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas,
mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

=**

sábado, 29 de maio de 2010

Mecanismos de defesa-A realidade como ela NÃO é .

Todo animal,irracional ou racional,se defende daquilo que acha que pode lhe prejudicar de alguma maneira.Quando estamos com medo nos retraímos ou avançamos,claro que isso varia de pessoa pra pessoa e depende da situação,mas todos diante de algo que acham que pode lhes machucar de alguma maneira,se protegem,se defendem.
Bem,com a nossa mente acontece o mesmo.Segundo Freud,quando ela percebe que algo pode nos prejudicar mentalmente (alguma emoção,atitude ,reação...),ela ativa os seus mecanismos de defesa,que seriam inconscientes e inevitáveis,e atuam sem que percebamos diretamente,sendo assim um processo natural do ser humano.
""Os,mecanismos de defesa são estratégias (inconscientes) de esquiva ao enfrentamento de problemas,elas capacitam as pessoas a falsificar e distorcer o que de outra forma seria doloroso.É uma maneira de maquiar a realidade para evitar sofrimento,impedindo que esses problemas cheguem ao consciente.Todas elas envolvem a auto-dissimulação e apresentam um risco: podem impedir a busca e a avaliação de outras soluções." Linda L.Daviddof
Eles tentam amenizar qualquer situação psicologica que pode colocar em risco a integridade do ego,pois seria mais dificil pro individuo lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras.Eles tem como base a angústia e a ansiedade,quanto maior o nível desses dois mais forte será a ação desses mecanismos.
Como eu já disse,eles ocorrem sem que nos percebamos diretamente,como se fosse espontâneos,como Freud dizia mesmo aquilo que parece espontâneo,tem uma causa,um sentido,
"Há uma causa para cada pensamento,para cada memória revivida,sentimento ou ação.",pois cada evento mental é causado pela intenção consciente ou inconsciente e é determinado pelos fatos que o precedem.
Essas causas geram sempre alguma reação do organismo (como a ansiedade por exemplo),mas existem algumas fatores que podemos considerar aqui como principais responsáveis por causar uma angústia psicológica.A perda ou privação de algo desejado (uma criança que não convive com o pai ,ou a perda de um parente...).A perda de amor,rejeição,fracasso ou a desaprovação de alguém que lhe importa.Perda de identidade,é o medo da perda de prestigio,de ser ridicularizado em público.Perda de auto-estima,por exemplo a desaprovação do superego por alguma atitude que resulte em culpa ou ódio em relação a si mesmo.
Todos esses fatores geram problemas internos,e existem duas formas de resolver,enfrentando o problema diretamente ou negando e deformando a realidade através dos mecanismos de defesa,que funcionam também como formas de adaptação.
Nenhuma pessoa utiliza todos esses mecanismos,mas é feita uma seleção que vai sempre se repetindo como reação quando necessário.
A filha de Freud,Anna Freud,distinguiu e conceituou vários tipos de mecanismos de defesa dentre os principais são:
  • A Repressão: Ocorre quando as pessoas excluem da consciencia motivos,idéias,lembranças que podem gerar ansiedade.Eles permanecem no subconsciente e não se manifestam para não causar ansiedade e angustia no individuo,mas mesmo assim,influe no comportamento.Além de que durante o processo de repressão o individuo tende a ter um otimismo não compatível com a realidade,vendo apenas o lado bom de coisas desagradáveis para não se machucar.Lembrando que esse processo é inconsciente e acontece quase que diariamente.Como exemplo temos uma pessoa em que viu uma cena de assassinato mas como está em estado de choque não consegue se lembrar do ocorrido.
  • A Negação:Quando ocorre algo que nos incomoda profundamente, há a tendencia a não aceitar esse ocorrido, ou lembrá-lo de modo incorreto..Então negam a realidade,ignoram ou recusam -se a reconhecer a existência desses aspectos desagradáveis de suas experiencias,apesar de estarem plenamente cientes das mesmas.Esse método sempre envolve a autodissimulação,na qual o próprio indivíduo se engana,como por exemplo,uma pessoa portadora do vírus HIV que ao receber o resultado diz ao médico que o exame não é dele,que ele se sente muito bem portanto não está doente.
  • A Fantasia:É um processo psíquico em que o indivíduo concebe uma situação em sua mente, quer satisfazer uma necessidade ou desejo, que talvez não pode ser, na vida real.satisfeito.O sujeito imagina de orgias e coisas contrarias a sua realidade até por exemplo as férias tão desejadas,um encontro amoroso ou possíves soluções para um problema,fazendo com que as necessidades fantasiadas sejam de um certo modo supridas.
  • A Racionalização::Envolve a invenção de razões plausíveis e aceitáveis para determinadas situações,atos,pensamentos ou impulsos quando alguém deseja esconder de si próprio as verdadeiras explicações,é um processo pelo qual o sujeito procura apresentar uma explicação coerente do ponto de vista lógico, ou aceitável do ponto de vista moral, para uma atitude, uma ação, uma idéia, um sentimento,cujos motivos verdadeiros causariam angustia nele e fariam sua mente entrar em conflito por não irem de acordo com sua moral e realidade.Podemos dar como exemplo quando o sujeito dá desculpas do tipo "Eu teria passado naquele exame se o professor não tivesse feito perguntas tão idiotas" que possibilita ao estudante evitar o seu desespero ou capacidade limitada.
  • A Formação reativa:É quando as pessoas escondem de si próprias algum motivo,emoção,atitude,traço da personalidade ou qualquer outra coisa parecida,expressando o oposto.Como por exemplo o ódio disfarçado de exagerada exibição de amor,o forte impulso sexual em excessivo recato,a hostilidade em gentileza.É como se a mente não quisesse admitir determinado fato e para isso demonstra o oposto,lembrando que o individuo não está representando algo que ele não é,pois esse é um fenômeno inconsciente.
  • A Projeção:Manifesta-se quando o Ego não aceita reconhecer um impulso inaceitável do Id e o atribui a outra pessoa.No sentido propriamente psicanalítico, operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro- pessoa ou coisa- qualidades, sentimentos, desejos e mesmo “objetos”que ele desconhece ou recusa nele.As pessoas que se utilizam da projeção são muito mais rápidas em observar defeitos nos outros que muitas vezes elas mesmas possuem (e as vezes até em maior grau) mas não o "enxergam" em si mesmas.Como exemplo temos,uma mulher que critica uma conhecida por ser muito gastadeira enquanto ela mesma o é.
  • A Identificação:É um processo psiquico no qual o sujeito assimila uma característica ou comportamento de outra pessoa e imita essa característica,se identificando.Nós também somos compostos por várias identificações ao longo da vida.Podemos exemplificar através de um menino que vê outro ser generoso,admira a atitude e a repete incorporando-a ao seu comportamento.
Aqui vimos alguns dos principais mecanismos de defesa psicologicos segundo a psicanálise.
Quando eles não fnncionam,o sujeito fica ansioso e angustiado,podendo causar até mesmo um surto mental.Porém a manifestação mais ocorrente quando eles não funcionam além de ansiedade é claro,são os conflitos psicológicos, surgem quando dois ou mais objetivos (necessidades,ações,emoções,pensamentos) competem um com o outro,pressionando o sujeito em diferentes direções,e como a escolha por uma opção acarreta no abandono da outra isso faz com tais conflitos sejam frustrantes e geradores de ansiedade.Se esses conflitos forem temporários eles são chamados de transtornos,se forem duradouros são chamados de cargas crônicas.

domingo, 16 de maio de 2010

O amor do pequeno principe *--*


E eis que acabamos com a análise o pequeno príncipe x]
Mas Exupery ainda nos acompanhará nesse post,pois como muitos ficaram curiosos sobre o segundo livro do autor envolvendo o nosso principezinho,resolvi falar um pouquinho sobre ele pra vocês.
Poucos já ouviram falar sobre esse livro,e eu o tenho aquii HAHA =p auhsahs
Bem...eh que uns dois anos após a publicação do "pequeno principe",Exupery(que era aviador) resolveu procurar o campo de ação militar da sua esquadrilha.Um dia,quando ele estava num trem ele se apaixonou a primeira vista por uma moça casada e eles se relacionaram durante o ultimo ano de sua vida.Foram encontradas algumas cartas e desenhos que ele mandava pra ela assinando como o pequeno principe.As cartas oficiais estão hoje num museu de cartas e manuscritos em Paris e foram publicadas no livro "O amor do pequeno principe-cartas a uma desconhecida.".
São cartas pequenas porém lindaas *-* e as aquarelas do autor expressam de maneira sutil mas profunda os sentimentos dele.
Exupery se referia a ela chamando-a de menininha,que depois de um tempo o ignora e nem responde suas cartas fazendo com que a tristeza invada seu coração.
O livro é pequeno mas é profundo,infelizmente não o encontrei pra baixar na net =/
Mas se alguem quiser pode me pedir que eu o digito e mando (como eu disse é um livro pequeno).
Mas pra deixar na vontade,eu vou colocar aqui as minhas partes preferidas *--*
xD

"Descubro com melancolia que meu egoísmo não é tão grande assim,pois dei ao outro o poder de me magoar.
Menininha,foi com carinho que lhe dei esse poder e é com melancolia que a vejo usa-lo.

Os contos de fadas são assim,uma manhã a gente acorda e diz:
"Era só um conto de fadas..."E a gente sorri de si mesma.Mas na verdade não estamos sorrindo.Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.

A espera,os passos leves.Depois as horas que correm frescas como um riacho em meio a relva sobre seixos brancos.Os sorrisos as palavras sem imoportância que são tão importantes.Escutamos a música do coração:é linda,linda pra quem sabe ouvir...
Queremos muitas coisas é claro,Queremos colher todos os frutos e todas as flores.Queremos sentir o cheiro de todos os campos.Queremos brincar.Será mesmo brincar?
Nunca sabemos onde começa a brincadeira nem onde ela acaba,mas sabemos que somos carinhosos e ficamos felizes.
Não gosto da estação interior que substituiu a minha primavera:uma mistura de decepção,de secura e de rancor.Mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo pra sonhar.

O mais triste num sofrimento é se perguntar :"vale a pena?"...
Vale a pena todo esse sofrimento por quem nem mesmo pensa em avisar?
certamente que não.Então nem sofrimento se tem mais, e isto é ainda mais triste. [...]
Não haverá mais carta,nem telefonema,nem sinal.Não fui muito prudente,e não pensei que pouco a pouco,com isso arricava um pouco de sofrimento.Mas eis que me feri na roseira ao colher uma rosa.
A roseira dirá:"Que importancia eu tinha pra você?" Chupo meu dedo que sangra um pouquinho e respondo "Nenhuma roseira,nenhuma.Nada tem importancia na vida.Nem mesmo a vida.Adeus roseira." [...]

Não quero mais brigar com você.Azar o meu se as vezes fico um pouco triste.
Você tem razão em tantas coisas...Sem dúvida eu lhe farei mais mal do que bem.Sem dúvida não,mas talvez.[...]

Claro que a menor primavera enfraqueceria minhas decisões-
Mas azar se não há mais primavera. "

Inté mais =D

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Análise "Le petit prince *-* parte III


Oi gentee =D
demorei mas cheguei AUHSYUIASH
Se bem me lembro,ainda não revemos o fim do livro,e é pra isso que eu estou aqui.
Depois de passar um bom período aqui na terra e reavaliar vários dos seus conceitos,o principezinho resolveu voltar a sua rosaa,e ele reencontra a serpente que tinha conhecido assim que chegou no planeta terra.Bem,geralmente a serpente simboliza traição,e isso deve ser levado em consideração na hora de avaliar o real simbolismo do seu personagem.
A cobra diz ao principe que podia fazer com que ele voltasse ao seu planeta com apenas uma picada e que isso não doeria muito,e assim concordou o principezinho,se despedindo então do nosso autor.
A infeliz hora da partida.
Para mim,as páginas finais são as mais belas e tristes de todo o livro.
É a despedida não apenas do seu novo amigo,como também de todos os seus conceitos e valores antigos,de toda sua mágoa e nostalgia.Agora o nosso menino dos cabelos dourados voltava a sua vida de antes,mas não era mais o mesmo menino.E o seu corpo era pesado demais para ir com ele,por isso resolveu deixar,o que realmente importa era a sua essência,o que ele era de verdade.
Ele se foi,mas as lembranças dele continuam,o que o torna presente.
Se analisarmos bem o livro como um conjunto,podemos até chegar a conclusão de que o nosso principe seria a criança que Exupery foi um dia.
Um reencontro.Percebemos isso em várias partes do livro,como por exemplo o fato do principezinho ir embora assim que o avião é concertado,como se a ligação física tivesse acabado deixando apenas as marcas do que ficou,e também ao observarmos que toda a aprendizagem do principezinho,seus sonhos e medos refletiam o íntimo do autor,reafirmando mais uma vez a possibilidade de serem a mesma pessoa.
Não sabemos ao certo,se o o pequeno morreu com a picada da cobra,ou se ele foi reencontra a rosa e para isso como ele mesmo disse,tinha que abandonar o corpo.Porém a idéia que mais faria sentido,seria a de que com o concerto do avião,a personificação da infância de Exupery tivesse ido embora,deixando apenas as lições e a moral.
Mas afinal,o que realmente nos importa é o aprendizado que o livro nos deixa e a reflexão que ele nos instiga a fazer.
Sobre os personagens,chegamos a uma conclusões bem subjetivas.
Os desenhos de jibóias abertas e fechadas seriam manifestações de desejos e sonhos que foram reprimidos.
Ao falar dos arbustos ruins,baobás,das rosas e do carneiro,podemos entender que as plantas ruins são os nossos maus sentimentos que se não forem arrancados depressa podem crescer e se tornarem baobás,fazendo com que esses maus sentimentos e idéias criem raízes em nós tornando dificil retira-los.Assim como as rosas que além de ser nossos sentimentos bons que devem ser cultivados e regados,são também pessoas que cativamos e que devemos fazer o possivel pra crescerem dentro de nós.
Já sobre o dilema do carneiro que come tanto os arbustos como as flores (mesmo as que tem espinhos) e que o principezinho tem medo de que coma sua rosa,esse carneiro simbolizaria o tempo que devora tanto as coisas ruins como as boas,mesmo que você as proteja com quantos espinhos quiser,o tempo leva tudo,dando efemeridade a todas as coisas,e não se pode amarra-lo com mordaça alguma.
É um obra que nos mostra uma profunda mudanças de valores que revela como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam a solidão.
Acredito que agora quando vocês relerem o livro e até mesmo para aqueles que espero que lerão pela primeira vez,enxerguem tudo de maneira diferente,com os olhos do coração =D
Ahh...eu queria muito falar pra vocês agora sobre o segundo livro de Exupery que fala também sobre a nossa criança majestosa "O amor do pequeno principe-cartas a uma desconhecida",é que um tempo depois de ter escrito o pequeno principe,o nosso autor-aviador se apaixonou por uma mulher casada em um trem com a qual teve um relacionamento secreto de mais ou menos um ano,depois ele não mais a viu e tomou a escrever a ela cartas que nunca foram entregues e resolveram ser publicadas nesse livro,sendo que as cartas originais estão em museu na França.
Mas terá que ficar para a próxima,pois gostaria muito de postar aqui um pouco da triste despedida do principe e do autor =/ É uma das partes mais legais pra mim e gostaria de compartilhar e relembrar com vocês *-*
Ahh...quem quiser baixar todo o livro aki vai o link http://www.4shared.com/document/wbX7UOCl/O_Pequeno_Principe__Ilustrado_.htm


"- Eu também volto hoje para casa...

Depois, com melancolia, ele disse:

- É bem mais longe... Bem mais difícil...

Eu percebia claramente que algo de extraordinário se passava. Apertava-o nos braços como se fosse uma criancinha; mas tinha a impressão de que ele ia deslizando verticalmente no abismo, sem que eu nada pudesse fazer para detê-lo...

Seu olhar estava sério, perdido ao longe:

- Tenho o teu carneiro. E a caixa para o carneiro. E a mordaça...

Ele sorriu com tristeza.

Esperei muito tempo. Pareceu-me que ele ia se aquecendo de novo, pouco a pouco:

- Meu querido, tu tivesse medo...

É claro que tivera. Mas ele sorriu docemente.

- Terei mais medo ainda esta noite...

O sentimento do irreparável gelou-me de novo. E eu compreendi que não podia suportar a idéia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto.

- Meu bem, eu quero ainda escutar o teu riso...

- Mas ele me disse:

- Faz um ano esta noite. Minha estrela se achará justamente em cima do lugar onde caí o ano passado...

- Meu bem, não será um sonho mau essa história de serpente, de encontro marcado, de estrela?

Mas não respondeu a minha pergunta. E disse:

- O que é importante, a gente não vê...

- A gente não vê...

- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.

- Todas as estrelas estão floridas.

- Será como a água. Aquela que me deste parecia música, por causa da roldana e da corda... Lembras-te como era boa?

- Lembro-me...

- Tu olharás, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim. Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...

Ele riu outra vez.

- Ah! Meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!

- Pois é ele o meu presente... Será como a água...

- Que queres dizer?

- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, era ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém terás estrelas como ninguém...

- Que queres dizer?

- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir!

E ele riu mais uma vez.

- E quando te houveres consolado (a gente sempre se consola), tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E abrirás às vezes a janela à toa, por gosto... E teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: "Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!" E eles te julgarão maluco. Será uma peça que te prego...

- E riu de novo.

- Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montões de guizos que riem...

E riu de novo, mais uma vez. Depois, ficou sério:

- Esta noite... Tu sabes... Não venhas.

- Eu não te deixarei.

- Eu parecerei sofrer... Eu parecerei morrer. É assim. Não venhas ver. Não vale a pena...

- Eu não te deixarei.

Mas ele estava ocupado.

- Eu digo isto... Também por causa da serpente. É preciso que não te morda. As serpentes são más. Podem morder por gosto...

- Eu não te deixarei.

Mas uma coisa o tranquilizou:

- Elas não têm veneno, é verdade, para uma segunda mordida...

Essa noite, não o vi pôr-se a caminho. Evadiu-se sem rumor. Quando consegui apanhá-lo, caminhava decidido, a passo rápido. Disse-me apenas:

- Ah! Estás aqui...

E ele me tomou pela mão. Mas afligiu-se ainda:

- Fizeste mal. Tu sofrerás. Eu parecerei morto e não será verdade...

Eu me calava.

- Mas será uma velha casca abandonada. Uma casca de árvore não é triste...

- Tu compreendes. É longe demais. Eu não posso carregar esse corpo. É muito pesado.

Eu me calava.

Perdeu um pouco da coragem. Mas fez ainda um esforço:

- Será bonito, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...

Eu me calava.

- Será tão divertido ! Tu terás quinhentos milhões de guizos, eu terei quinhentos milhões de fontes...

E ele se calou também, porque estava chorando...

- É aqui. Deixa-me dar um passo sozinho.

E sentou-se, porque tinha medo.

Disse ainda:

- Tu sabes... Minha flor... Eu sou responsável por ela! Ela é tão frágil! Tão ingênua ! Tem quatro espinhos de nada para defendê-la do mundo...

Eu sentei-me também, pois não podia mais ficar de pé.

Ele disse:

- Pronto... Acabou-se...

Hesitou ainda um pouco, depois se ergueu. Deu um passo. Eu... Eu não podia mover-me.

Houve apenas um clarão amarelo perto da sua perna. Permaneceu, por um instante, imóvel. Não gritou. Tombou devagarzinho como uma árvore tomba. Nem fez sequer barulho, por causa da areia.

E agora, certamente, já se vão seis anos... Jamais contara essa história. Os camaradas ficaram contentes de ver-me são e salvo. Eu estava triste, mas dizia: É o cansaço...

Agora já me consolei um pouco. Mas não de todo. Sei que ele voltou ao seu planeta; pois, ao raiar do dia, não lhe encontrei o corpo. Não era um corpo tão pesado assim... E gosto, à noite, de escutar as estrelas. Quinhentos milhões de guizos...

Mas eis que sucede uma coisa extraordinária. Na mordaça que desenhei para o príncipezinho, esqueci de juntar a correia! Não poderá jamais prendê-la no carneiro. E eu pergunto então: "Que se terá passado no planeta? Pode bem ser que o carneiro tenha comido a flor...".

Ora eu penso: "Certamente que não! O príncipezinho encerra a flor todas as noites na redoma de vidro e vigia bem o carneiro...". Então, eu me sinto feliz. E todas as estrelas riem docemente.

Ora eu digo: "Uma vez ou outra a gente se distrai e basta isto! Esqueceu uma noite a redoma de vidro ou o carneiro saiu de mansinho, sem que fosse notado...". Então os guizos se transformam todos em lágrimas!...

Eis aí um mistério bem grande. Para vocês, que amam também o príncipezinho, como para mim, todo o universo muda de sentido, se num lugar, que não sabemos onde, um carneiro, que não conhecemos, comeu ou não a rosa...

Olhem o céu. Perguntem: Terá ou não terá carneiro comido a flor? E verão como tudo fica diferente...

E nenhuma pessoa grande jamais compreenderá que isso tenha tanta importância! " fim *-*

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Análise "Le petit prince *-* parte II



Como vimos na primeira parte,esse "livro pra crianças" nos dá lições muito importantes,que nem percebemos devido a correria do dia a dia e da vida agitada.Mas é pra isso que estamos discutindo,pra tentar entender o que a subjetividade da obra nos mostra e tentar aprender algo com ela. =D
O principezinho falava muito sobre a importância dos detalhes,das coisa pequenas que dão todo sentido a algo,devido ao afeto.O fato de que as pessoas grandes só dão importância às "coisas sérias" e acabam esquecendo de coisas essenciais,como o amor e a amizade.De que adianta ter o mundo se você não tem com quem dividir? é aí que você descobre que o importante não é o que você tem na vida ,mas sim quem você tem na vida.
"Eu conheço um planeta,onde há um sujeito vermelho,quase roxo.Nunca cheirou uma flor,nunca olhou uma estrela. [...]
Nunca amou ninguém,nunca fez outra coisa senão somas.E o dia todo repete como tu:"eu sou um homem sério!eu sou um homem sério!"e isso o faz inchar-se de orgulho.Mas ele não é um homem,ele é um cogumelo."
Já ao observar o relacionamento dele com a flor,podemos perceber características presentes em praticamente todos os relacionamentos.No começo,tudo é lindo e maravilhoso,as descobertas sobre o outro e o encantamento acontece.Com o tempo passamos a tentar proteger de todas as maneiras um sentimento que se demonstra forte e frágil ao mesmo tempo.No caso do pequeno principe,por mais que ele estivesse encantado pela sua rosa que se dizia única no mundo e que o proporcionava felicidade,ele não conseguia aceitar algumas atitudes dela que o magoavam,e assim ,ele acabou sobrepondo o que o magoava sobre o sentimento que ele tinha por ela,percebendo mais tarde que como ele próprio diz:
"Não a devia ter escutado-confessou-me um dia-não se deve nunca escutar as flores-.
Basta olha-las,aspirar seu perfume.A minha embalsamava o planeta,mas eu não me contentava com isso.A tal história das garras ,que tanto me agastara,me devia ter enternecido.[...]Não soube compreender coisa alguma!devia tê-la julgado pelos atos e não pelas palavras,ela me perfumava,me iluminava...não devia jamais ter fugido[...]São tão contraditórias as flores!mas eu era jovem demais para saber amar."
Isso associa-se ao fato de que nunca estamos satisfeitos o suficiente com o outro,sempre queremos algo além,queremos que ele corresponda a nossa expectativa,nossos sonhos e desejos.Buscando uma espécie de "perfeição" na pessoa amada,porém como todos somos imperfeitos,únicos e estamos sujeitos ao erro,acabamos nos decepcionando e decepcionando ao outro. =/
Temos que saber definir o que realmente vale a pena,pois quando trata-se de ser feliz não existem limites nem regras,e entender que 'É preciso suportar duas ou três larvas,se quiser conhecer as borboletas."
Depois de se magoar com a rosa,o nosso pequeno principe resolveu passear pelo universo,parando assim em alguns asteróides.Em cada asteróide ele aprendeu e ensinou algumas coisas.Conviveu com um rei que acreditava dominar todas as coisas e que não tolerava desobediência,com um homem extremamente vaidoso que só ouvia elogios,com um bêbado que tinha vergonha de beber,com um homem de negócios que não tinha tempo pra ser feliz,com um acendedor de lampiões que obedecia regras sem questionar e com um geógrafo que não se preocupava em explorar.
Tais personagens são maneiras de personificar momentos e atitudes do sujeito,fazendo-o refletir sobre as mesmas e adotar novas posturas.
Com o personagem do rei,vemos que embora ele não tolerasse desobediência,ele nunca ordenava nada que não pudesse ser realizado.Se você exige de alguém algo que ele não pode oferecer,você é que está errado,pois cada um sabe dos seus limites.
"É preciso exigir de cada um,apenas o que cada um pode dar."
Com o vaidoso,percebemos que muitas vezes só ouvimos o que nos interessa,no caso do vaidoso,ele soh ouve elogios e precisa de que as pessoas o tempo inteiro o elogiem para ter plena certeza de sua situação.Mas temos que ser auto-suficientes,e sempre ter uma auto-estima independente das elogios alheios,e sempre procurar ouvir as criticas e aprender com elas.
Mais tarde o principe conhece um bêbado,que bebia pra esquecer que tinha vergonha de beber,percebemos então que o individuo muitas vezes tenta escapar da realidade mas não consegue escapar da vergonha de ser como é.
O proximo é o homem de negócios,ele se ocupava o tempo todo de "coisas sérias",não tendo tempo nem pra ser feliz,nunca prestou atenção nos detalhes e nem procurava dividir suas emoções com alguém,ele vivia na satisfação da ilusão de que possuia tudo e que isso bastava.
Mas na realidade ele não possuia nada a nao ser um grande vazio...
O quinto planeta era o do acendedor de lampiões,que seguia um sistema absurdo acendendo e apagando o lampião a todo instante não lhe restando tempo para mais nada,mas ele tinha que seguir o regulamento,obedecer o sistema,mesmo sem ter tempo para viver,mas pelo menos como disse o nosso principezinho "talvez porque é o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio".
O próximo era o planeta do geógrafo,que não explorava nada e vivia apenas do que era provável,assim como ele as vezes acabamos por dar mais valor às coisas que acreditamos ser mais duradouras,sem perceber que a felicidade está nas coisas efêmeras,passageiras,como os momentos e as pessoas,assim também como a flor do principezinho.
O sétimo e último planeta foi a terra,que contém ao mesmo tempo,reis,bêbados,vaidosos,ascendedores de lampiões e todo o resto,convivendo uns com os outros,ou seja,pessoas com todos os tipos de personalidade compartilhando do mesmo espaço tendo que lidar uns com os outros.
Um dos temas principais percebidos no livro,são as ligações afetivas em geral mas especificamente a amizade.Se fala muito em cativar,que como a raposa disse para o nosso principe,significa criar laços.Como eu disse no outro post,há sempre a necessidade de tornar algo ou alguém único,ou seja,mesmo que existam mil iguais ao objeto,se você tiver criado um elo especial (criar laços) com um deles por alguma caracteristica determinada que só aquele tem (o que ele te faz sentir,o que você provoca nele...) a partir desse momento ele séra único pra você,isso quer dizer cativar,criar laços com um indivíduo,um elo que o torna diferente dos outros por algum determinante que só ele possui ou desperta.
"Tú não és ainda para mim senão um garoto exatamente igual a outros cem mil garotos,e eu não tenho necessidade de ti.E tu não tens também necessidade de mim.Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas.Mas se tu me cativas nós teremos necessidade um do outro.Serás para mim único no mundo e eu serei para ti única no mundo."
Pra se cativar algo tem que se conhecer bem o objeto,e isso leva tempo.
"A gente só conhece bem as coisas que cativou."
Primeiro acontece todo um processo de conhecimento e de perceber no sujeito coisas que o torna diferente dos demais.Com o tempo e o convívio,vai se construindo outros fatores importantes como a confiança por exemplo,pra daí sim o elo estar forte o suficiente.Isso é cativar.
Infelizmente quando se cria laços com alguém e por algum motivo ocorre uma separação,ela se torna demasiadamente dolorosa,pois vai se conviver com a ausência de um objeto que te proporciona sentimentos e reações únicas,fazendo nos sentir como se ele tivesse levado consigo tudo aquilo que ele nos proporcionava.
"Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa.Vós não sois nada ainda.Ninguém ainda vos cativou,nem cativastes a ninguém...Não se pode morrer por vós,.Minha rosa sem dúvida,um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco.Ela sozinha porém é mais importante que vós todas,pois foi a ela que eu reguei.Foi a ela que pus sob a redoma.Foi a ela que abriguei com o paravento.Foi dela que eu matei as larvas(exceto duas ou três por causa das borboletas)...É a minha rosa."
Discute-se também sobre como as pessoas não sabem o que buscam e nunca estão felizes onde se estão.Elas correm o tempo todo para matar o tempo e no fim o tempo as mata....
Vemos também que o que atribui valor a algo,é como ele foi conquistado.No livro o principe tinha sede da agua que foi tão dificil de encontrar no deserto,pois ele alimentava não apenas a sua sede do corpo,mas também a sede da "alma",era fruto de seu esforço,e isso fazia com que ela simbolizasse o sofrido processo de conquista.
Por hoje é só...mas ainda não terminou asuhas
É que embora pareça simples,é um livro complexo pra ser discutido superficialmente.
Ele não merece isso.
Na próxima parte,faremos uma análise da simbologia dos personagens e tentaremos analisar o fim do livro. =D
Se quiserem comentar,perguntar ou acrescentar alguma coisa...fiquem a vontade.
E atée maaiss

"-Adeus,disse a raposa.Eis o meu segredo.É muito simples:Só se vê bem com o coração,o essencial é invisível para os olhos...
-Foi o tempo que perdeste com a tua rosa,que fez tua rosa tão importante...
-Os homens esqueceram essa verdade,disse a raposa.Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.Tu és responsável pela tua rosa..."

Até a próximaaa _l_

terça-feira, 27 de abril de 2010

Análise "Le petit prince *-* parte I

Oie Pouvôo =D
Faz tempo que eu não posto neh? =/
foi mals,é que eu não estava podendo esses dias,mas agora estou aqui novamentee xD
Essa semana eu li pela sexta vez o livro "O pequeno principe" e li pela terceira vez o livro "O amor do pequeno principe",que para aqueles que não conhecem,é um segundo livro de Exupéry que tem o nosso pequeno príncipe como personagem.
A cada vez que eu releio ambos os livros,alguma coisa nova se mostra,coisas que teriam passado despercebidas na antiga leitura e que vão aparecendo a cada novo olhar.
Todos sabemos que são livros extremamente fascinantes,principalmente para quem sabe lê-los com o coração.
Resolvi então fazer uma análise pessoal e psicologica dos dois livros de Exupéry,que pelo jeito vai ficar meio grandinha e vou precisar dividir por partes. auhsauhs
Vivemos em um mundo em que cada vez mais a realidade nos impede de nos satisfazer por completo.Para as crianças o prazer real e a felicidade são muito mais alcançáveis,pois embora a realidade seja imposta,elas criam um mundo fantasioso no qual tudo é possível,inclusive a felicidade plena das pequenas coisas,dos pequenos momentos.A medida que elas vão crescendo,a realidade começa a predominar sobre esse mundo perfeito criado por elas se afastando assim dos seus verdadeiros anseios,e acabam vivendo em contato não com o o objeto de desejo e felicidade que buscam,mas apenas com um mero reflexo incapaz de causar a plena satisfação.
Exupéry ao escrever o pequeno príncipe tenta (pelo menos durante a leitura do livro) resgatar dentro dos adultos,a criança que eles já foram um dia,tentando fazer com que eles enxerguem a essencia das coisas que não é vista com os olhos "O essencial é invísivel aos olhos",a essência que sabiamos e buscavamos quando crianças e que fomos nos afastando pouco a pouco,consequência de uma inversão de valores e de choque com a dura realidade,buscando assiduamente pelo nada.
"Se dizemos às pessoas grandes:Vi uma bela casa de telhados cor-de-rosa,gerânios na janela,pombas no telhado... Elas jamais conseguiram,de modo nenhum,fazer uma idéia da casa.É preciso dizer-lhes:"Vi uma casa de seiscentos contos" Então elas exclamam :Oh!que beleza."

O pequeno príncipe era apaixonado por uma rosa do seu asteróide,ele nunca tinha visto tal flor e ficou encantando com ela,porém era uma rosa egocentrica e vaidosa ao extremo pelo qual ele fazia tudo e ela não dava o mínimo valor,magoado,ele resolveu então sair do asteróide e abandonar a rosa que tanto o magoava.Chegando no planeta terra o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas aparentemente iguais àquela pela qual ele teria se apaixonado e que mentiu pra ele dizendo que não existia outra igual no mundo.Mas foi aí que ele percebeu que embora houvessem milhares de outras rosas idênticas àquela pela qual ele se apaixonara,a sua rosa continuava sendo única para ele pois ela a teria cativado,somente ela era a mantedora do seu amor ,as outras rosas eram apenas rosas quaisquer pois não despertavam nenhum sentimento ao principezinho,enquanto a outra,ela era a sua rosa.Percebemos então que o processo de individualização do indivíduo depende do outro,pois só se pode ser único se for para alguém.
"Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante."
É atravez do afeto,do amor direcionado ao objeto que faz com que ele se torne diferente dos demais,especial,se tornando único,pois apenas ele desperta sentimento no individuo.
"Os sorrisos,as palavras sem importância que são tão importantes.Escutamos a música do coração.É linda,linda para quem sabe ouvir..."
Sem esses detalhes especiais despertadores do afeto,o objeto é apenas mais um entre muitos.
Como dizia o pequeno principe "O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algúm lugar",quando recebemos um presente por mais simples que seja ,o que importa de verdade e o que nos faz feliz,não é o presente em si,mas sim o que ele nos faz lembrar,o sorriso de quem o deu,a expectativa,o momento.Se fosse apenas o presente ele não seria nada além de um simples presente,uma casca.
A maioria se ilude,acha que essa casca é o verdadeiro presente,o conteúdo que buscam.Nunca encontrarão a real felicidade,viverão nessa eterna busca que não leva a nada...
"Os homens dos teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...
E no entando o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa,ou num poço d`agua mas os olhos são cegos.É preciso buscar com o coração."

Continua depoiss... \o/

terça-feira, 20 de abril de 2010

O perigo mora ao lado


Recentemente,a mídia vem divulgando muito o caso do pedreiro de Luziânia que foi acusado de matar e estuprar seis vítimas,sendo considerado um maníaco,serial killer.
Bem,até pelo fato da psicologia ,e principalmente o interesse pelo assunto que tem aparecido frequentemente pra mim, resolvi pesquisar sobre outros serial killers,alguns que tiveram grande repercussão e outros menos conhecidos.
Bom,pra vocês entenderem o que é e como pensa um serial killer,primeiro tem que entender um pouco sobre a
psicopatia.Acredito que todos vocês já ouviram o termo "psicopata" antes, pois é,diferente do que as pessoas pensam psicopata não é exatamente aquele cara que sai matando todo mundo por aí,a psicopatia é um transtorno de personalidade antissocial,ou seja,embora alguns estudiosos da área acreditem que a psicopatia já nasce com o sujeito,a ideia mais aceita no meio cientifico é de que a psicopatia é um transtorno adquirido com o tempo,que pode ser nos primeiros meses de vida ou até após um trauma do sujeito,parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais porém não é o único fator causador desse disturbio.Geralmente são homens e a explosão das características psicopatas se desenvolvem no fim da adolescência.Outro fator de enorme importância,é que foi observado que a grande maioria dos psicopatas tiveram algum problemas na infância (abusos sexuais,negligência familiar,traumas...) o que com certeza tem grande influência na manifestação do disturbio e no tipo de psicopata que ele vai ser.
O assustador mesmo é saber que segundo as pesquisas mais recentes,
1 a cada 25 pessoas,possui traços psicopatológicos.
Vc pode conhecer ou conviver com um sem nem mesmo saber,até porque uma das características principais é a habilidade para conquistar as pessoas,manipular e mentir tão bem que estão praticamente camuflados na sociedade em que vivemos.
São identificáveis como indivíduos exemplares, muito bem educados e gentis, muitas vezes sociáveis e simpáticos,tendo sempre em comum também o fato de que todo psicopata tem um ambiente familiar conturbado.
Mas calma,nem tudo está perdido.A grande maioria deles é do grau mais leve,eles mentem e manipulam mas não chegam ao extremo de matar alguém,mesmo assim deve-se tomar muito cuidado com esse tipo de "pilantra transtornado".
Já no caso mais grave,eles se mostram frios e calculistam,impõem seus proprios limites,não medem esforços pra conquistar o que desejam,principalmente devido a sua maior capacidade que é a de não sentir culpa nem remorço por nada que eles tenham feito.Eles sabem muito bem o que a sociedade impõe como certo e errado,mas ignoram essa regra e criam suas próprias leis.
Este último tipo de psicopata (os mais graves),tem uma enorme tendência de se tornarem um
Serial killer (assassinos em série).
E assim chegamos neles.Os serial killers são pessoas com traços psicopatológicos que matam em série geralmente por dois motivos,por encontrar alguém que esteja atrapalhando o seu caminho ou por puro prazer.
Geralmente os crimes também são sexuais(estupros,abusos...),e costumam ser organizados e bem planejados.
Matam a sangue frio, costumam praticar canibalismo e/ou vampirismo (comer carne humana / beber sangue).
Tem orgulho dos seus crimes,não controlam seus impulsos e quando são pegos pela polícia costumam contar detalhadamente como aconteceu cada assassinato.
Alguns casos repercutiram bastante,como por exemplo,aqui no Brasil temos o maníaco do parque,um homem que matou e estuprou seis mulheres tentando abusar também de outras nove.No julgamento se discutia como um homem pobre,feio e sem instrução conseguia atrair mulheres,algumas de classe média alta pra um lugar escondido num parque onde ele as estuprava e matava,ele disse que simplesmente "dizia o que elas queriam ouvir".No exterior temos o caso de Ed Gein,que tinha sua casa toda decorada por orgãos humanos e tomava sopa em crânios.Temos também o caso do russo Andrei Chikatilo,que matou 52 vítimas e praticava canibalismo.
Esses são apenas alguns dos muitos casos de seria killers pelo mundoo.
E o pior é saber,que esse transtorno não tem cura,há apenas um controle das ações e uma socialização desse tipo de psicopata porém é muito difícil de ocorrer.
No caso dos seria killers,ao serem julgados não devem ser presos (medida física),mas devem ser encaminhados a um centro de medida de segurança (sanatórios judiciários),onde devem ficar até estarem prontos para a ressocialização,coisa que é quase impossível aos psicopatas.
É triste saber que podemos estar convivendo com alguém que tenha esse tipo de transtorno sem ao menos desconfiar.
De qualquer maneira,deve-se ficar sempre de olhos bem abertos ás pessoas ao nosso redor,da maneira como elas agem e da maneira como nós mesmos agimos.
Ás vezes o problema está na extrema confiança que damos ás pessoas,no caso dos psicopatas isso pode nos custar a vida.
Mas falando das pessoas em geral,deve-se ter muito cuidado ao depositar a nossa confiança em alguém,pois as pessoas não estão aqui para satisfazer os nossos desejos e vontades assim como também não estamos aqui para satisfazer os desejos e vontades delas,sendo assim o risco de se decepcionar é grande.
Não estou falando pra você sair por aí,desconfiando até da sua própria sombra,e sim pra manter um equilíbrio (confiar sempre com um pé atrás),assim o risco de ter pessoas que não correspondem as suas espectativas dimini bastante, já que como eu disse,as pessoas não existem pra corresponder as nossas idéias.
Encerramos com uma declaração em um julgamento de um dos maiores psicopatas Ted Bunndy,quem quiser saber mais sobre ele visite o blog abaixo ->
http://oserialkiller.com.br/ted-bundy/

“Assassinato não é simplesmente um crime de luxúria ou violência. Torna-se possessão. Elas são parte de você… Você sente o último restinho de ar deixando seus corpos… Você está olhando nos olhos delas… Uma pessoa nesta situação é Deus.”.
“A sociedade deve se proteger dela mesma.”


sábado, 17 de abril de 2010

Puto Macedo e a sexualidade




Hoje,assim que eu entrei no meu orkut que eu fui dar uma olhada nos meus scraps,uma colega da facul me mandou o link de um fotolog que me fez rir um pouco.Um sorriso não de felicidade,nem de achar engraçado os absurdos que tinham lá,mas é aquela famosa frase "rir pra não chorar."

Era o link de um fotolog em que o responsável colocou uns absurdos que estariam no livro
"castigo divino' do puto macedo (aê Kamilaa o/),o dono da igreja universal e da record.
O livro seira sobre os "pecados sexuais segundo Edir Macedo".

Ainda bem,que uma rápida busca no google sobre esse livro,mostra que o tal guia sobre a sexualidade segundo o bispo ,nunca existiu.
Nós sabemos muito bem o que esses ladrões,quero dizer,religiosos extremistas pensam sobre o kama sutra e tudo mais.Um dia desses,eu estava ouvindo o rádio bem na hora em que o padre Fábio de Melo estava falando sobre sexo...ele comentou e defendeu idéias absurdas perante o nosso mundo contemporâneo,disse que não se deve usar "brinquedinhos" e que a mulher não deve utilizar roupas eróticas (fantasias ) pois isso rdiculariza a mulher,sobre as posições do kama sutra nem queiram ouvir o que ele disse,
afirmando que é contra a lei de deus e coisas do tipo.Mas daí a inventar um suposto livro escrito pelo bispo Macedo para difamar a igreja,já é outra história.
Eles já tem tantos motivos reais pra acabarem com suas reputações,que não precisamos inventar nenhum.Por mais que eu tenha minhas opniões e um milhão de críticas acerca desse assunto,não precisamos recorrer a baixaria de falsas acusações.
Mas em relação ao que diz o pade Fábio de Melo e outros líderes religiosos por aí,só nos resta ter paciência.
Acredito que cada um deve fazer o que o faz feliz desde que não interfira na vida de outras pessoas.
Se a garota gosta de se vestir de mulher gato pro seu marido e se sente bem assim,o que a igreja,deus ou nós temos a ver?
Se houver algum deus ele não pode ser contra a felicidade de uma pessoa,mas aí é que vem a influência desses religiosos na vida das pessoas utilizando o nome de um deus apenas para manipular os otários,quero dizer,fiéis.
Bem,fika o recado 1:quando virem algo na net sempre procurem verificar a segurança da fonte ;)
E o
recado 2: O que importa é ser feliz.

<3

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Primeiro post : )

Oii!

Essa é a minha primeira postagem no blog,então conto desde já com a compreensão de vocês se por acaso isso aqui ficar uma bosta! ¬¬
Caso contrário,entrem,sentem e se divirtam,pois agora vocês fazem parte do meu mundo > MikolândiA < (que gay! ).
Bom,a única coisa que eu prometo pra vocês é que eu vou tentar estar sempre por aqui escrevendo sobre as loucuras que passarem na minha cabeça no momento.
Se vai prestar eu não sei,se já tiver achando chato,então pegue a mala e vá embora,não pretendo agradar,apenas desabafar as doideiras dessa futura psicodoida.
Pronto,vou parar de encher o saco,voltem quando quiserem,é público mesmo.

:*

<3